O que você não deve fazer ou que não tem jeito quando se está pilotando

– Após os primeiros dias motorizados e algumas voltinhas que somadas pelas duas motos do grupo dão cerca de 1.500 km, 80% por parte do “motoqueiro fominha”, Airtão, ainda não recebemos nenhum certificado de experiência ou excelência na nova arte de pilotar motos, mas certamente já descobrimos coisas que realmente não dá pra fazer ou não tem jeito de evitar mesmo quando se está rodando.

– Pra começar, recomendo que nunca… mas nunca mesmo… arrote dentro do capacete… supondo que você é responsável e ande com a viseira fechada. Pelo menos a metade do que saiu você vai engolir de volta até que ar seja totalmente renovado. O jeito é dar àquela implodida ou se possível, abrir um dedinho na viseira e soltar pelo lado da boca feito cachimbo. A solução é não se entupir de feijoada antes de pilotar, por exemplo.

– Outra dica que vai diretamente aos homens. Não adianta tentar ajeitar o companheiro entre as pernas, muito menos a coçadinha básica, que às vezes, é mais mania que necessidade. A calça específica para pilotagem é grossa, pouco confortável e ainda trás um forro interno que na estrada normalmente temos que usar. Então não se acanhe, dê uma paradinha no acostamento, desça da moto e sem cerimônia, meta a mão mesmo e aproveite o momento.

– Quem já é experiente sabe o que vamos dizer agora. Todo motoqueiro que se preze, fede. É isso mesmo, se estiver entrando na área, contente-se. Relaxe, não é por falta de higiene e sim o resultado de várias horas suando feito “tampa de chaleira”. Ah! Além disso, não conheço nenhum motoqueiro que leve 3 jaquetas, 4 calças e 2 botas na bagagem… inviável. Então, após alguns dias de suar e secar, temos a brilhante ideia de usarmos as aberturas nas mangas e do peito do casaco que tanto o miserável vendedor exaltou como vantagem na hora da compra. O resultado? Imagine um ventilador industrial ligado no máximo soprando inhaca de chulé por um tubo em direção a uma chaminé, que no caso é nosso pescoço, indo direto pra dentro do capacete. Pronto, só falta arrotar de novo!

– Por fim, mas não menos importante, não dá pra evitar o formigamento na bunda após uns 500 km. Pode ficar de um lado, do outro, em pé, mas infelizmente tem que se acostumar. E o pior que em nosso grupo, temos integrantes desfavorecidos de carne na parte de atrás e outros com problemas no esfíncter (boja, caneco, botão, furico,…). A amizade acabará no primeiro pedido de ajuda com a pomada.

– Enfim, certamente existem várias outras coisas que descobriremos com o passar do tempo. Esperamos que os relatos tenham sido expostos de forma, no mínimo divertida pra você, porque para nós que estamos no lombo da motoca, não é muito engraçado. Como pimenta no olho dos outros é refresco, seguiremos fortes em nosso objetivo. A dificuldade é o que dará sabor a nossa vitória.

Abraço a todos.

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